A busca pela alimentação saudável: crise econômica não afeta o segmento

por Diego Krüger

Mesmo a crise econômica pela qual passa o Brasil não prejudicou o crescimento do segmento de alimentação saudável. As refeições que prezam pelo “detox” – a desintoxicação do organismo – fazem parte do setor primário, sempre o último a sentir os efeitos da crise.

O segmento de alimentação fora de casa representa 33% dos gastos com alimentos e bebidas e deve movimentar cerca de R$ 300 bilhões ao final de 2015. Apesar da inflação, setores primários como transportes e alimentação permanecem operando bem​, com investimentos significativos.

Imagem: Divulgação

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Alimentação saudável

Para o vendedor Fabrício Fontella de Melo, entusiasta dos exercícios físicos, a alimentação saudável é um cuidado com o corpo a curto prazo esteticamente, e a longo priorizando a saúde.

As vendas do mercado de alimentação saudável ganham destaque entre diversos setores prejudicados pela crise econômica brasileira. A procura por produtos como marmitas detox e orgânicas aumentaram em 98% no Brasil nos últimos cinco anos, mais do que a demanda por alimentos tradicionais – que cresceu 67% no mesmo período -, segundo pesquisa da consultoria Euromonitor.

A alimentação de Melo é baseada em refeições de três em três horas, com a presença de todos os grupos alimentares. Além de comer castanhas-do-pará pela manhã, almoço à base de carnes magras – como o frango – e cereais à tarde, ele busca algo leve para a refeição que antecede o sono, como um suco. “O resultado que se busca na academia depende, essencialmente, da alimentação correta”, destaca.

A pesquisa aponta ainda, os motivos para o crescimento do segmento: 28% dos brasileiros consideram o valor nutricional o mais importante na hora de consumir um produto enquanto 22% dá preferência a alimentos naturais e sem conservantes.

Além de movimentar aproximadamente US$ 35 bilhões ao ano no país, colocando-o como quarto maior mercado do mundo, a opção por alimentos nutritivos é também, uma reação que vai de encontro à necessidade de passar cada vez mais tempo fora de casa, entre trabalho, estudo e outras atividades.

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