Portugal de norte a sul

por Valquíria Stephan

Já imaginou viajar para Portugal para estudar em um dos estabelecimentos de ensino mais renomados da Europa?

Em fevereiro deste ano, a jovem Marina Berton, estudante do oitavo semestre de Turismo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), embarcou rumo a terras lusitanas para cursar um semestre de sua graduação.

Graças ao convênio que a UFPel mantém com diversas universidades mundo afora, Marina conseguiu vaga para estudar no Instituto Politécnico de Bragança, em Mirandela, como bolsista de Mobilidade Internacional, garantindo além da vaga na universidade, moradia e refeições incluídas, realizadas nos espaços disponibilizados pela Universidade.

Legenda: A estudante de turismo da UFPel, Marina Berton, em intercâmbio em Mirandela.  (Foto: Arquivo pessoal/Facebook)

Legenda: A estudante de turismo da UFPel, Marina Berton, em intercâmbio em Mirandela. (Foto: Arquivo pessoal/Facebook)

A instituição, pertencente à região portuguesa de Trás-os-Montes, foi considerada, neste ano, o melhor Politécnico do país, e abriga cerca de 7000 estudantes, divididosentre os campus de Bragança, que abrange as áreas de agrária, saúde, tecnologia e gestão e educação, e Mirandela, que contempla a escola superior de administração, comunicação e turismo.

Além da facilidade com o idioma, Bragança e Mirandela são consideradas cidades universitárias com ótimas referencias, com ótimos índices de segurança e qualidade de vida, proporcionando uma permanência muito agradável aos alunos de fora.

Marina escolheu participar de um intercâmbio porque sabia que seria uma experiência de troca e, assim, como o próprio significado já instiga, seria uma reciprocidade de relações. Na mala, além dos objetos pessoais, levou com ela muita ansiedade, saudade, medo e coragem para passar cinco meses longe das pessoas que ama e da sua minha zona de conforto, tendo como foco estudar o Turismo em outro contexto social, político e econômico.

Mesmo com as dificuldades de morar fora e acostumar-se com o diferente, deixar as vivências e relações do Brasil para conseguir viver o intercâmbio exigiu desprendimento e foco, mas, nada que não fosse suportável, segundo Marina. “Viver diariamente em um país da Europa e frequentar as aulas me ensinaram muito além dos conteúdos. Me ensinaram a ver o meu país com outros olhos. Olhos de esperança, por confirmar que o ensino superior brasileiro destaca-se pela sua qualidade”, ponderou a estudante.

UFPel presente na International Fair, uma semana destinada a conhecer a cultura dos intercambistas do Instituto Politécnico de Bragança. (Foto: Arquivo pessoal/Facebook)

UFPel presente na International Fair, uma semana destinada a conhecer a cultura dos intercambistas do Instituto Politécnico de Bragança. (Foto: Arquivo pessoal/Facebook)

As expectativas pré-estabelecidas transformaram-se logo nas primeiras experiências de seu intercâmbio. E, cotidianamente, seus anseios estavam sendo construídos e trocados por outros, a cada novo desafio.

A graduanda em turismo relata que traduzir a experiência de intercâmbio em palavras é praticamente impossível. É um período intenso, de distanciamento e mudança interna. No lugar da ansiedade e do medo, ela trouxe consigo as transformações, a renovação, as novas histórias e amizades e a certeza de que tudo valeu a pena.

‘’Nós aprendemos a pensar, a discordar, a sermos criativos e inovadores. Não aprendemos, simplesmente, a reproduzir padrões socialmente aceitos’’, finalizou Marina.

O instituto Politécnico de Bragança possui 11% de alunos‘’erasmus’’, ou seja,intercambistas, o que diferencia o IPB das outras instituições, que através de feiras, eventos e viagens, promove a diversificação de culturas e a integração entre estrangeiros. Mais informações podem ser encontradas no site do Gabinete de Relações Internacionais (GRI): http://www.ipb.pt/gri.

Os editais para participar de programas de mobilidade internacional e oportunidade de bolsas no estrangeiro podem ser encontrados em: https://wp.ufpel.edu.br/crinter/.