Refrigerantes levam cerca de 184 mil pessoas à morte por ano, aponta estudo

por Karina Vaz

O consumo de refrigerantes pode levar cerca de 184 mil pessoas à morte todo ano. Essa informação foi publicada no periódico Circulation, localizado nos Estados Unidos da América, e faz parte de um estudo, onde os pesquisadores utilizaram dados sobre injeção de bebidas açucaradas. A pesquisa contou com a participação de 600 mil pessoas de 51 países e foi realizada no período de 1980 a 2010.

Para realizar o estudo, os cientistas coletaram dados de dezenas de análises de dietas e pesquisas referentes à relação do efeito da ingestão de bebidas açucaradas sobre o índice de massa corporal (IMC) e o diabetes tipo 2. Além disso, foram realizadas análises que relacionaram o IMC a doenças cardiovasculares, diabetes e câncer.

A partir dessa pesquisa, os especialistas foram atrás de quais as principais doenças que são causadas por bebidas açucaradas. De acordo com a publicação da Circulation, o consumo de refrigerantes causa 133 mil mortes por diabetes, 45 mil por doenças cardiovasculares e 6.450 por câncer.

Segundo o estudo, o consumo de refrigerante no Brasil é, atualmente, destacado em nível mundial, e vem aumentando ano após ano. No entanto, a ingestão soma 69 litros por habitante anualmente, o que coloca o país em 28º lugar nesse quesito. Além disso, a pesquisa aponta que só nos Estados Unidos as bebidas açucaradas causam a morte de 45 mil pessoas ao ano.

Imagem: Google Imagens

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Composição de um refrigerante, saiba o que você está ingerindo

Os ingredientes que compõem a formulação do refrigerante têm finalidades específicas e devem se enquadrar nos padrões estabelecidos. Veja abaixo:

Água

Constitui cerca de 88% m/m do produto final. Ela precisa preencher certos requisitos para ser empregada na manufatura de refrigerante.

Baixa alcalinidade

Carbonatos e bicarbonatos interagem com ácidos orgânicos, como ascórbico e cítrico, presentes na formulação, alterando o sabor do refrigerante, pois reduzem a acidez e provocam perda de aroma.

Sulfatos e cloretos

Auxiliam na definição do sabor, porém o excesso é prejudicial, pois o gosto ficará demasiado acentuado.

Cloro e fenóis

O cloro dá um sabor característico de remédio e provoca reações de oxidação e despigmentação, alterando a cor original do refrigerante. Os fenóis transferem seu sabor típico, principalmente quando combinado com o cloro (clorofenóis).

Metais

Ferro, cobre e manganês aceleram reações de oxidação, degradando o refrigerante;

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Padrões microbiológicos

É necessário um plano de higienização e controle criterioso na unidade industrial, que garantam à água todas as características desejadas: límpida, inodora e livre de microorganismos.

Açúcar

É o segundo ingrediente em quantidade (cerca de 11% m/m). Ele confere o sabor adocicado, “encorpa” o produto, juntamente com o acidulante, fixa e realça o paladar e fornece energia. A sacarose (dissacarídeo de fórmula C12H22O11 – glicose + frutose) é o açúcar comumente usado (açúcar cristal).

Concentrados

Conferem o sabor característico à bebida. São compostos por extratos, óleos essenciais e destilados de frutas e vegetais. Sabor é a experiência mista de sensações olfativas, gustativas e táteis percebidas durante a degustação.

Acidulante

Regula a doçura do açúcar, realça o paladar e baixa o pH da bebida, inibindo a proliferação de microorganismos. Todos os refrigerantes possuem pH ácido (2,7 a 3,5 de acordo com a bebida). Na escolha do acidulante, o fator mais importante é a capacidade de realçar o sabor em questão.

Antioxidante

Previne a influência negativa do oxigênio na bebida. Aldeídos, ésteres e outros componentes do sabor são susceptíveis a oxidações pelo oxigênio do ar durante a estocagem. Luz solar e calor aceleram as oxidações. Por isso, os refrigerantes nunca devem ser expostos ao sol. Os ácidos ascórbico e isoascórbico (INS 300) são muito usados para essa finalidade. Quando o primeiro é utilizado não é com o objetivo de conferir vitamina C ao refrigerante, e sim servir unicamente como antioxidante.

Conservante

Os refrigerantes estão sujeitos à deterioração causada por leveduras, mofos e bactérias (microorganismos acidófilos ou ácido-tolerantes), provocando turvações e alterações no sabor e odor. O conservante visa inibir o desenvolvimento desses microorganismos.

Dióxido de carbono

A carbonatação dá vida ao produto, realça o paladar e a aparência da bebida. Sua ação refrescante está associada à solubilidade dos gases em líquidos, que diminui com o aumento da temperatura. Como o refrigerante é tomado gelado, sua temperatura aumenta do trajeto que vai da boca ao estômago. O aumento da temperatura e o meio ácido estomacal favorecem a eliminação do CO2, e a sensação de frescor resulta da expansão desse gás, que é um processo endotérmico.

*Com informações do site Mundo da Química.